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em Vulcanologia e Avaliação de Riscos
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Aceleração do solo
Medida da variação da vibração do solo em função do tempo. Ao ocorrer um sismo o deslocamento e a vibração do solo não são constantes, pelo que a aceleração é um parâmetro importante para conhecer o comportamento das construções.

Actividade efusiva
Actividade vulcânica caracterizada pela emissão de escoadas lávicas acompanhada pela libertação de gases de forma tranquila.

Actividade explosiva
Actividade vulcânica dominada pela ocorrência de explosões em que o magma é fragmentado violentamente pela pressão do gás.

Aerosol
Dispersão coloidal de uma partícula sólida ou líquida num gás. O aerossol é normalmente definido com base na sua dimensão, sendo que as partículas menores têm maior impacto na saúde. Um exemplo ilustrativo poderá ser a reacção do SO2 com os radicais OH da atmosfera originando pequenas gotículas de ácido sulfúrico (H2SO4).

Área de acumulação de movimento de vertente
Área do movimento de vertente em que o material deslocado se encontra acima da superfície topográfica original.

Área de depleção de movimento de vertente
Área do movimento de vertente que se encontra abaixo da superfície topográfica original​

Área de rotura
Área da falha que sofre rotura.

Atenuação sísmica
Decréscimo com a distância da amplitude de qualquer grandeza utilizada para descrever a acção destrutiva de um sismo (exemplo: intensidade sísmica, aceleração de pico, velocidade de pico, etc.).

Balançamento
Tipologia de movimento de vertente. Corresponde a uma rotação de uma massa de solo ou rocha a partir de um ponto ou eixo situado abaixo do centro de gravidade da massa afectada.

Basalto (sensus lato)
Rocha ou líquido magmático caracterizado por um baixo teor em sílica e baixa viscosidade. Geralmente associado a erupções efusivas ou de baixa explosividade.

​Bloco
Piroclasto de forma angulosa com dimensão superior a 64 mm.

Bomba vulcânica
Piroclasto deformado plasticamente durante o seu trajecto no ar apresentando forma arredondada ou fusiforme. Tem dimensão superior a 64 mm.

Cabeceira de movimento de vertente
Área adjacente à parte superior da cicatriz principal, praticamente não afectada pelo movimento. A eventual presença de fissuras testemunha o efeito de tracção neste sector.

Caldeira
Grande depressão, geralmente circular ou subcircular, alojada no topo de um vulcão central. A formação da caldeira está associada ao rápido esvaziamento de uma câmara magmática superficial, levando à perda de sustentação das rochas suprajacentes e ao consequente colapso. O desmoronamento do tecto da câmara magmática durante ou após a erupção resulta na formação de uma grande depressão à superfície.

Campo fumarólico
Área onde se podem encontrar diversas manifestações geotérmicas, nomeadamente fumarolas e/ou nascentes termais.

Canal lávico
Estrutura formada durante erupções efusivas por onde a lava é canalizada a “céu aberto” tornando mais eficiente o transporte da lava desde o foco eruptivo até à frente da escoada.

Cavidade lávica
Vazio no corpo de uma escoada.

Centro eruptivo
Abertura através da qual o material vulcânico (lava, piroclastos e gases) irrompe à superfície da Terra. Um centro eruptivo pode ser pontual (cratera) ou linear (fissura eruptiva)

Chuva ácida
Designação dada à chuva, ou qualquer outra forma de precipitação atmosférica, cuja acidez seja substancialmente superior (pH com valores entre 2 e 4) à resultante do equilíbrio da água precipitada com o dióxido de carbono (CO2) normalmente presente na atmosfera. Em regiões vulcânicas o principal agente para a formação de chuvas ácidas é o cloreto de hidrogénio (HCl) que, devido à sua elevada solubilidade na água, é facilmente incorporado nas águas das chuvas.

Cicatriz principal de movimento de vertente
Superfície inclinada ou vertical que limita o movimento de vertente na sua parte superior.

Cicatriz secundária de movimento de vertente
Semelhante à cicatriz principal do movimento de vertente mas observável no material deslocado. É originada por movimentos diferenciais dentro da massa deslocada.

Cinza vulcânica
Piroclasto de dimensão inferior a 2 mm. Inclui espículas de vidro, cristais ou fragmentos de rochas.

Clinker
Fragmento de lava deformado, de textura espinhosa, que se forma na base e no topo de uma escoada lávica aa.

Cloreto de Hidrogénio (HCl)
Gás incolor com odor agressivo detectável a 0,8 ppm. Apresenta elevada solubilidade na água (673 g/L a 30ºC) e é cerca de 1,2 vezes mais pesado que o ar atmosférico.

Coluna eruptiva
Coluna de desenvolvimento vertical composta por gás e piroclastos que são projectados a partir do centro emissor. Dependendo do tipo de erupção, as colunas eruptivas podem ter entre algumas centenas de metros e algumas dezenas de quilómetros de altura.

Comprimento de rotura
Comprimento da rotura ao longo da falha.

Cone de escórias
Pequeno edifício vulcânico, tipicamente monogenético, formado por escórias basálticas (s.l.), soltas ou soldadas, acumuladas no decorrer de erupções estrombolianas e/ou havaianas, ao qual se encontram frequentemente associadas escoadas lávicas pahoehoe e aa. Morfologicamente é uma estrutura cónica de base aproximadamente circular, em cujo topo existe, regra geral, uma ou mais crateras em forma de taça.

Cone de pedra pomes
Edifício vulcânico constituído essencialmente por pedra pomes e cinzas pomíticas. É caracterizado por diâmetros basais geralmente maiores que os dos cones de escórias em função do maior índice de explosividade dos eventos que lhes dão origem. Nas suas crateras instalam-se, por vezes, domos traquíticos.

Cone de tufos
Edifício vulcânico formado em ambiente subaéreo ou subaquático de baixa profundidade, resultante de uma erupção hidromagmática em que o magma entra em contacto com um corpo de água. O principal constituinte dos cones de tufos é cinza vulcânica.

Consequência (ou Dano Potencial)
Prejuízo ou perda expectável num elemento ou conjunto de elementos expostos, em resultado do impacto de um processo (ou acção) perigoso, de determinada severidade
(Consequência = Vulnerabilidade * Valor).

Cratera
Depressão aproximadamente cónica, gerada por explosão, através da qual o magma irrompe à superfície da Terra durante uma erupção vulcânica.

Depleção do movimento de vertente
Volume de material perdido, definido pelos limites da cicatriz principal, superfície da massa abatida e superfície topográfica original.

Depósito de queda
Depósito resultante da acumulação de piroclastos de queda a partir de uma coluna ou nuvem eruptiva.

Depósito piroclástico
Depósito formado pela acumulação de material vulcânico fragmentado (piroclastos) em resultado de uma erupção explosiva.

Desabamento
Tipologia de movimento de vertente. Deslocação de solo ou rocha a partir de um abrupto, ao longo de uma superfície onde os movimentos tangenciais são nulos ou reduzidos. O material desloca-se predominantemente pelo ar, por queda, saltação ou rolamento.

Desgaseificação difusa
Emissão gasosa que ocorre de forma contínua e imperceptível através da superfície de aparelhos vulcânicos. Essa libertação ocorre através dos solos e de nascentes de água termal e gasocarbónica, sendo os principais gases libertados o dióxido de carbono (CO2), o radão (222Rn), o sulfureto de hidrogénio (H2S), o hidrogénio (H2) e o hélio (He). A detecção da presença deste tipo de desgaseificação é feita com recurso a equipamentos específicos.

Deslizamento
Tipologia de movimentos de vertente. Movimento de solo ou rocha que ocorre dominantemente ao longo de planos de rotura ou de zonas relativamente estreitas, alvo de intensa deformação tangencial.

Deslizamento rotacional
Sub-tipologia de deslizamento. Ocorre ao longo de superfícies de rotura curvas, em meios geralmente homogéneos e isotrópicos. A sua forma topográfica é característica: como o plano de deslizamento é côncavo, o movimento envolve uma rotação, materializada por um abatimento na parte montante do deslizamento e por um levantamento do seu sector frontal, formando aclives mais ou menos pronunciados.

Deslizamento translacional
Sub-tipologia de deslizamento. Ocorre ao longo de superfícies planares, é típico de meios anisotrópicos e apresenta, frequentemente, um controlo estrutural evidente. O plano de rotura desenvolve-se ao longo de superfícies de fraqueza, marcadas por uma resistência ao corte reduzida, como falhas, planos de estratificação, diáclases ou contacto entre uma cobertura detrítica e o substrato rochoso. A superfície de rotura planar condiciona, frequentemente, a deslocação do material instabilizado para além dos limites do plano de deslizamento.

Dióxido de carbono (CO2)
Gás incolor, inodoro e pouco solúvel na água (0,04 g/L a 30ºC). O CO2 encontra-se distribuído homogeneamente na atmosfera em concentrações de cerca de 330 – 350 ppm, sendo 1,5 vezes mais denso que o ar atmosférico.

Dióxido de Enxofre (SO2)
Gás incolor com um cheiro característico, perceptível entre 0,3-1,4 ppm e facilmente notado a 3 ppm. Este gás é cerca de duas vezes mais pesado que o ar atmosférico e apresenta elevada solubilidade na água (85 g/L a 25ºC). Em contacto com ambientes húmidos, o SO2 reage dando origem ao ácido sulfúrico (H2SO4).

Domo lávico
Forma resultante da extrusão de lava de natureza traquítica, com elevada viscosidade, que se instala sobre o centro eruptivo. É caracterizado por vertentes declivosas e um contorno aproximadamente circular ou oval, lembrando a forma de uma cúpula.

Efeito de sítio
Amplificação ou atenuação da vibração do solo na superfície, provocada pelas características locais do sítio: topografia, geologia, etc.

Emanação gasosa
Libertação natural de gás da superfície terrestre.

Energia sísmica
Energia libertada no hipocentro do sismo e que se propaga em todas as direcções sob a forma de ondas sísmicas.

Epicentro
Ponto à superfície da Terra, localizado na vertical do hipocentro.

Erupção estromboliana
Erupção vulcânica de baixa explosividade, envolvendo magmas basálticos (s.l.) de elevada temperatura e de baixa viscosidade. Caracteriza-se pela ocorrência de explosões discretas, intermitentes, variáveis desde poucos segundos a minutos ou mesmo horas, formando colunas eruptivas não sustentadas que podem atingir 10 km. O material ejectado é constituído por bombas, escórias e cinzas que formam geralmente cones de escórias.

Erupção fissural
Erupção que ocorre ao longo de uma fissura.

Erupção freática
Erupção que resulta da vaporização de uma massa de água subterrânea em resultado do seu sobreaquecimento pelo magma, não ocorrendo, contudo, contacto directo entre a água e o magma. Trata-se de uma explosão de vapor que não envolve a emissão de novo magma, mas apenas a pulverização das rochas de cobertura.

Erupção havaiana
Erupção vulcânica que apresenta o estilo eruptivo de mais baixa explosividade, envolvendo magmas basálticos (s.l.) de elevada temperatura e de baixa viscosidade. Caracteriza-se pela formação de fontes de lava (em que o material ejectado pode atingir poucas centenas de metros de altura) e pela efusão de escoadas lávicas basálticas (s.l.). Pode desenvolver pequenas colunas e nuvens eruptivas acima das fontes de lava, não ultrapassando 2 km de altura e constituídas essencialmente por cinzas.

Erupção Hidromagmática
Erupção vulcânica caracterizada pela interacção entre o magma e a água produzindo explosões violentas. A água pode corresponder a um aquífero ou a um corpo de água superficial e pouco profundo (água do mar, lago, gelo, etc). A razão água /magma determina o grau de fragmentação e de explosividade. Produz depósitos piroclásticos essencialmente constituídos por fragmentos finos.

Erupção magmática
Qualquer erupção vulcânica em que a explosividade resulta apenas da expansão dos gases contidos no magma.

Erupção pliniana
Erupção vulcânica altamente explosiva, caracterizada por uma elevada taxa de extrusão de magmas produzindo uma coluna eruptiva cuja altura é frequentemente superior a 20 km, podendo atingir 35 km. Origina extensos depósitos de pedra pomes e cinzas de queda e de escoadas piroclásticas, com volumes que variam desde menos de 0,1 a 10 km3. Este estilo eruptivo encontra-se frequentemente associado a caldeiras.

Erupção submarina
Qualquer erupção vulcânica em que o magma é extruído abaixo da superfície do mar, independentemente da profundidade.

Erupção subpliniana
Erupção vulcânica explosiva, caracterizada por magnitude e taxa de extrusão menores do que as de uma erupção Pliniana, originando uma coluna eruptiva geralmente pulsátil que não ultrapassa os 20 km de altura. Os depósitos gerados têm volumes geralmente inferiores a 0,1 km3 e uma dispersão menor que no caso das erupções plinianas

Erupção Surtseiana
Erupção vulcânica hidromagmática de elevada explosividade que ocorre quando o centro eruptivo está em contacto com um corpo de água livre. É caracterizada pela formação de colunas eruptivas constituídas por espessas nuvens de vapor e cinzas e pela emissão de jactos de cinzas húmidas. As explosões podem ser contínuas ou rítmicas e produzem colunas eruptivas inferiores a 20 km. Os produtos depositam-se em torno do centro emissor formando um cone de tufos. O desenvolvimento de surges é característico deste tipo de erupções

Erupção ultrapliniana
Erupção vulcânica, de natureza traquítica (s.l.), altamente explosiva, semelhante à Pliniana, produzindo uma coluna eruptiva estável maior do que 35 km. O volume dos depósitos piroclásticos resultantes é superior a 10 km3 e a dispersão maior que no caso das erupções plinianas.

Erupção vulcaniana
Erupção vulcânica hidromagmática envolvendo magmas geralmente de composição intermédia. Caracteriza-se pela ocorrência de explosões discretas e ruidosas (semelhantes a disparos de canhão) em intervalos que variam de minutos a horas, formando colunas eruptivas frequentemente entre 5 e 10 km de altura podendo atingir 20 km. Os depósitos resultantes são geralmente pouco volumosos (< 1 km3) e constituídos essencialmente por cinzas, com frequentes blocos e bombas de trajectória balística, de grandes dimensões, presentes próximo do centro emissor.

Erupção Vulcânica
Extrusão de magma à superfície da Terra.

Escala Macrossísmica Europeia (EMS-98)
Escala qualitativa resultante de revisões de muitas escalas de intensidade utilizadas, tendo em conta as diferentes técnicas de construção de edifícios. A primeira versão foi publicada em 1992, e foi posteriormente revista por Grünthal em 1998.

Escala de magnitudes
Escala que mede a quantidade de energia libertada de um sismo com base em observações recolhidas através de equipamento sísmico. É uma escala aberta pois não tem mínimo nem máximo. Existem muitas escalas de magnitude sendo a mais conhecida a Escala de Richter.

Escala de Mercalli Modificada (MM-56)
Escala qualitativa usada para classificar a intensidade de um sismo a partir dos seus efeitos em pessoas e estruturas na superfície da Terra. A Escala de Mercalli foi desenvolvida por Giuseppe Mercalli em 1902 sendo posteriormente sujeita a aperfeiçoamentos por vários autores. A última revisão foi efectuada em 1956 por Richter.

Escala de Richter
Escala numérica logarítmica que mede a energia libertada por um sismo, através da medição da amplitude das ondas sísmicas. Foi desenvolvida por Richter e Gutenberg em 1935.

Escarpa de falha
Expressão morfológica de uma falha à superfície, responsável por um desnivelamento importante da superfície topográfica. É normalmente originada por falhas que envolvam forte componente de movimentação vertical.

Escoada
Tipologia de movimento de vertente. Movimento espacialmente contínuo onde as superfícies de tensão tangencial são efémeras e frequentemente não preservadas. A distribuição de velocidades na massa deslocada assemelha-se à de um fluído viscoso. As tensões distribuem-se por toda a massa afectada, conduzindo, geralmente, a uma grande deformação interna dos materiais e à existência de velocidades diferenciadas, quase sempre maiores junto à superfície.

Escoada de blocos e cinzas
Tipo de escoada piroclástica constituída por blocos rochosos e cinzas, litologicamente homogéneos, resultante do colapso de um domo ou escoada lávica.

Escoada de detritos
Sub-tipologia de escoada. Mistura de material fino a grosseiro, com conteúdo em argila normalmente inferior a 5% e com uma quantidade de água variável, formando uma massa que se desloca em direcção à base da vertente, normalmente por impulsos sucessivos induzidos pela força da gravidade e pelo colapso repentino dos materiais de suporte. O efeito de fluidificação pela água tem, em regra, um papel fundamental no desenvolvimento do processo. As escoadas mais típicas têm uma densidade elevada e são canalizadas por canais pré-existentes, na desembocadura dos quais o material se deposita sob a forma de cone ou leque de dejecção.

Escoada de lama
Sub-tipologia de escoada. Equivalente à escoada de detritos mas contém, pelo menos, 50% de partículas da dimensão da areia, silte e argila.

Escoada lávica
Corpo circunscrito e continuamente alimentado por lava, que mantém fluidez ao longo de todo o seu comprimento, formado no decorrer de actividade vulcânica efusiva.

Escoada lávica aa
Termo havaiano para uma escoada lávica de composição basáltica (s.l.) com superfície áspera, irregular, contínua ou fracturada, limitada superior e inferiormente por níveis de clinker

Escoada lávica basáltica
Extrusão de lava de natureza basáltica de baixa viscosidade que flui ao longo da superfície topográfica durante erupções efusivas. É caracterizada por uma espessura relativamente reduzida e um comprimento que pode atingir algumas dezenas de km.

Escoada lávica pahoehoe
Termo havaiano para uma escoada lávica de composição basáltica (s.l.) com crosta predominantemente vítrea, lisa ou com estruturas onduladas, encordoadas e/ou entrançadas.

Escoada lávica traquítica
Extrusão de lava de natureza traquítica, com elevada viscosidade, que flui ao longo da superfície topográfica durante erupções efusivas. Caracteriza-se por apresentar grande espessura e comprimento geralmente reduzido.

Escoada piroclástica
Fluxo de gases, rochas e cinzas vulcânicas a elevada temperatura, geralmente acima de 500º C, que progride a grande velocidade ao longo do terreno, especialmente em zonas topograficamente deprimidas. É gerada em erupções explosivas pelo colapso de colunas eruptivas, por explosões laterais ou pelo colapso gravitacional de domos

Escória
​Piroclasto vesicular, contendo mais de 50% de vazios, de cor escura, normalmente de composição basáltica (s.l.) e de dimensão de lapilli ou superior.

Expansão lateral
Tipologia de movimento de vertente. Deslocação lateral de massas coesivas de solo ou rocha, combinada com uma subsidência geral no material brando subjacente, alvo de liquefacção ou escoada. Pode resultar da liquefacção ou escoada do material brando subjacente. Este processo, marcado sempre pela ausência de roturas basais bem definidas.

Explosão hidrotermal
Explosão de vapor que se caracteriza pela emissão de jactos de água e de vapor, de lama, e de fragmentos de rocha numa área com diâmetro variável, desde alguns metros a vários quilómetros. A explosão é causada quando a água aquecida em reservatórios geotérmicos rapidamente se converte em vapor quebrando violentamente as rochas encaixantes. Uma explosão hidrotermal não necessita de qualquer contribuição de massa ou energia directamente ​do magma, distinguindo-se, assim, das explosões freáticas e hidromagmáticas.

Exposição / Elementos em risco
População, propriedades, estruturas, infra-estruturas, actividades económicas, etc., expostos (potencialmente afectáveis) a um processo perigoso, num determinado território.

Factor de Segurança
Razão entre as forças resistentes e as forças cisalhantes. Quando o factor de segurança é maior do que 1, indica estabilidade de uma vertente, quando é inferior ou igual a 1, indica instabilidade da vertente.

Factor desencadeante de movimento de vertente
Factor directamente responsável pelo desencadeamento de um determinado movimento de vertente. Os factores desencadeantes podem ser divididos em (i) geológicos; (ii) morfológicos; (ii) geomorfológicos; (iii) físicos; e (iv) antrópicos.

Factor de segurança
Razão entre as forças resistentes e as forças cisalhantes. Quando o factor de segurança é maior do que 1, indica estabilidade de uma vertente, quando é inferior ou igual a 1, indica instabilidade da vertente.

Falha
Plano de fraqueza na camada mais superficial da Terra ao longo do qual ocorre deslocamento.

Falha activa
Falha que apresenta evidências geológicas, sismológicas e históricas de possuir potencial de movimentação.

Falha com expressão morfológica
Falha que exibe evidências no terreno, tais como escarpas de falha, deslocação de elementos morfológicos (troços de linhas de água, etc.).

Falha de desligamento
Falha em que os dois blocos se movem horizontalmente relativamente um ao outro e cuja direcção do movimento é paralela à direcção do plano de falha. Pode ser esquerda ou direita, consoante o bloco oposto ao do observador se desloca para a sua esquerda ou direita.

Falha inversa
Falha, normalmente pouco inclinada, em que o bloco que se encontra acima do plano de falha se move para cima, em resultado da acção de tensões compressivas.

Falha normal
Falha inclinada em que o bloco que se encontra acima do plano de falha se desloca para baixo, em resultado da acção de tensões distensivas.

Falha oculta
Falha ou segmento de falha que não apresenta expressão superficial.

Falha sismogénica
Falha activa potencialmente geradora de sismicidade.

Fissura eruptiva
Fractura na crusta terrestre por onde é expelida lava.

Flanco do movimento de vertente
Limite lateral do movimento de vertente. Quando se usam os termos direito e esquerdo, estes referem-se ao movimento observado de montante.

Fluoreto de Hidrogénio (HF)
Gás incolor com um odor forte e agressivo e sabor ácido. Este gás é 30% menos denso que o ar atmosférico e apresenta elevada solubilidade na água.

Fluxo de gás
Valor correspondente à quantidade de gás libertado numa determinada área por unidade de tempo, sendo normalmente expresso em g m-2 d-1 ou t d-1

Fonte de lava
Jacto de gás e piroclastos fluidos e incandescentes projectados para o ar, que caem próximo do centro eruptivo. Normalmente atinge alturas de 10 a 100 metros, podendo ocasionalmente ultrapassar os 500 metros.

Fonte sísmica
Local no interior da Terra onde ocorre o processo de rotura que origina um sismo. Para sismos de pequena magnitude a fonte sísmica coincide com o hipocentro. Para sismos de elevada magnitude, em que ocorre rotura ao longo de grandes extensões do plano de falha, a fonte sísmica corresponde a toda a área de rotura.

Frente do movimento de vertente
Faixa que define o limite jusante da massa afectada, em geral com uma forma convexa.

Frequência eruptiva
Número de erupções de um determinado vulcão por unidade de tempo (geralmente nº de erupções/século ou nº de erupções/milénio)

Fumarola
Emanação natural de gases vulcânicos ou hidrotermais. A libertação de gás pode estar confinada a uma pequena fenda ou fissura ou pode estar dispersa numa área mais extensa constituindo um campo fumarólico. Os principais gases libertados são normalmente uma mistura de gases não condensados como o dióxido de carbono (CO2), sulfureto de hidrogénio (H2S), dióxido de enxofre (SO2), oxigénio (O2), azoto (N2), monóxido de carbono (CO), metano (CH4), árgon (Ar), hidrogénio (H2), cloreto de hidrogénio (HCl), fluoreto de hidrogénio (HF) e radão (222Rn), e de vapor de água (H2O).

Fumarola de alta temperatura
Fumarola com temperatura superior a 300ºC.

Fumarola de baixa temperatura
Fumarola em que a temperatura máxima é igual ou ligeiramente superior ao ponto de ebulição da água pura (aproximadamente 100ºC).

Fumarola hidrotermal
Fumarola em que o gás é emitido a partir de um sistema hidrotermal.

Fumarola de temperatura média
Fumarola com temperatura máxima de cerca de 300ºC.

Fumarola vulcânica
Fumarola em que o gás vulcânico é libertado directamente de profundidade.

Gases ácidos
Gases que originam soluções ácidas quando dissolvidos na água. Os mais comuns são SO2, HCl e HF e estão normalmente associados a fumarolas de média e alta temperatura.

Gases vulcânicos
Voláteis que originalmente se encontravam dissolvidos no magma e que foram progressivamente libertados como consequência da diminuição da sua solubilidade. A composição dos gases vulcânicos depende do tipo de magma e do estado eruptivo dos vulcões, sendo contudo os mais comuns em ordem de abundância o vapor de água (H2O), o dióxido de carbono (CO2), o dióxido de enxofre (SO2), o hidrogénio (H2), o sulfureto de hidrogénio (H2S) e o monóxido de carbono (CO). Alguns destes gases reagem com a atmosfera ou formam aerossóis a partir de colunas eruptivas.

Hipocentro
Ponto no interior da Terra onde se inicia o processo de rotura sísmica, a partir do qual se propagam as ondas sísmicas.

Ignimbrito
Depósito piroclástico constituído predominantemente por pedra pomes, resultante da deposição de uma escoada piroclástica.

Inclinação do plano de falha
Ângulo definido entre a linha de máxima  inclinação do plano de falha e um plano horizontal imaginário.

Intensidade eruptiva
Medida da taxa a que o magma é extruído durante uma erupção vulcânica, geralmente expressa em kg/s. A Escala de intensidade é baseada no índice logarítmico de intensidade:
log10 (taxa de extrusão de massa kg/s) + 3

Intensidade sísmica
Medida qualitativa da severidade da vibração do solo provocada pela passagem das ondas sísmicas numa determinada área, com base nos efeitos observados em pessoas, objectos, estruturas e elementos naturais, tal como eles são testemunhados pelas pessoas.

Isopaca
Linha projectada num mapa que une pontos caracterizados por igual espessura de um dado depósito piroclástico

Isopleta
Linha projectada num mapa que une pontos caracterizados por igual dimensão dos fragmentos mais grosseiros de um dado depósito piroclástico

Isossista
Linha projectada num mapa que une pontos com igual intensidade sísmica referente a um determinado sismo.

Lahar
Termo indonésio específico para designar uma escoada (de detritos ou de lama) desencadeada exclusivamente em regiões vulcânicas, envolvendo maioritariamente piroclastos de uma erupção singenética do seu desencadeamento e uma grande quantidade de água (lahar primário). Pode também ser desencadeada por instabilização dos depósitos dessa erupção enquanto os mesmos não se encontrarem em equilíbrio com a geomorfologia da região. (lahar secundário). Os lahars são controlados pela topografia, sendo canalizados por canais pré-existentes, aproveitando normalmente a rede de drenagem, formando cones ou leques de dejecção na sua desembocadura.

Lapilli
Piroclasto de dimensão entre 2 e 64 mm.

Lava
Qualquer rocha, parcial ou totalmente fundida emitida por um aparelho vulcânico.

Lítico​
Fragmento vulcânico mais antigo, arrancado às paredes da chaminé vulcânica ou às rochas circundantes, normalmente denso e maciço, presente no seio de um depósito piroclástico.

Maar
Cratera de explosão que corta as rochas superficiais. Esta estrutura resulta de explosões de vapor que abrem uma depressão, com paredes muito abruptas, com o fundo abaixo do nível do terreno circundante e sem a edificação de um cone vulcânico. É geralmente preenchida por água, formando lagos.

Magma
Rocha fundida composta por três fases: líquida, sólida e gasosa. Existe na parte superior do manto e na crusta terrestre é extruído para a superfície terrestre através de erupções vulcânicas.

Magnitude de duração (MD)
Medida instrumental da grandeza (dimensão) de um sismo, expressa pela quantidade de energia libertada durante a rotura sísmica, tendo por base a duração do registo instrumental das ondas sísmicas. É válida para sismos fraca magnitude ocorridos a curtas distâncias relativamente à rede sísmica.

Magnitude eruptiva
Medida da massa total de rocha extruída durante uma erupção vulcânica, geralmente expressa em kg. A Escala de magnitude é baseada no índice logarítmico de magnitude: log10 (massa total extruida kg) – 7

Magnitude local (ML)
Medida instrumental da grandeza de um sismo, expressa pela quantidade de energia libertada durante a rotura sísmica, tendo por base a amplitude das ondas S registadas instrumentalmente em sismogramas. É aplicada a sismos de pouca profundidade focal (< 70 km) situados a média distância relativamente à rede sísmica (< 600 km).

Magnitude de momento (Mw)
Medida instrumental da grandeza de um sismo, expressa pela quantidade de energia libertada durante a rotura sísmica, tendo por base um parâmetro físico de fonte sísmica denominado momento sísmico.

Magnitude de ondas de superfície/corpo (MS)
Corresponde a uma extensão da definição de Magnitude ML, sendo a medida instrumental da grandeza (dimensão) de um sismo, expressa pela quantidade de energia libertada durante a rotura sísmica, tendo por base a amplitude das ondas de Rayleigh registadas instrumentalmente em sismogramas. É aplicada a sismos de pouca profundidade focal (< 50 km) situados a grandes distâncias relativamente à rede sísmica (> 600 km).

Magnitude de ondas de volume (Mb)
Corresponde a uma extensão da definição de magnitude ML, sendo a medida instrumental da grandeza (dimensão) de um sismo, expressa pela quantidade de energia libertada durante a rotura sísmica, tendo por base a amplitude das ondas P registadas instrumentalmente em sismogramas. É aplicada a sismos de diferentes profundidades focais e média distância relativamente à rede sísmica.

Magnitude sísmica
Medida instrumental da grandeza de um sismo expressa pela quantidade de energia libertada durante a rotura sísmica. Para a quantificação da magnitude de um sismo podem ser utilizadas variadas escalas, sendo a mais vulgarmente utilizada a Escala de Richter.

Metano (CH4)
Gás incolor, inodoro e inflamável. Concentrações da ordem dos 5% deste gás são suficientes para provocar uma reacção explosiva com o ar atmosférico.

Momento sísmico
Parâmetro físico utilizado para quantificar a grandeza de um sismo. Está relacionado com a área de rotura e quantidade de movimento no plano de falha e com características intrínsecas ao material rochoso afectado.

Monóxido de Carbono (CO)
Gás tóxico, inodoro, incolor e pouco solúvel na água (0,026 g/L a 20 °C).

Movimento de massa
Inclui todos os movimentos induzidos pela gravidade, com a exclusão daqueles onde o material é mobilizado por um agente de transporte, como o gelo, neve, água ou ar, designados por transporte em massa. Inclui: (i) movimentos de vertente; (ii) movimentos de subsidência (abatimentos e assentamentos); (iii) reptação (creep); e (iv) processos ligados à acção da neve e do gelo.

Movimento de terreno
Engloba todas as formas de deslocação incluídas nos movimentos de vertente e todos os materiais que podem ser colocados em movimento com excepção de neve e gelo. Abrange: (i) movimentos de vertente; (ii) movimentos de subsidência (abatimentos e assentamentos); e (iii) movimentos associados à expansão/retracção de solos argilosos. As exclusões do âmbito dos movimentos de terreno são: (i) reptação (creep); (ii) movimentos associados à neve e ao gelo

Movimentos de Vertente
Todo o deslocamento de massas instabilizadas de rocha ou solo que se destacam de um maciço rochoso ou terroso, seguindo-se a sua movimentação, mais ou menos rápida, progredindo o centro de gravidade sempre para jusante e para o exterior da vertente, podendo essa movimentação envolver vários processos, tais como desabamentos, balançamentos, deslizamentos, expansões laterais e escoadas. As exclusões do âmbito dos movimentos de vertente envolvem: (i) movimentos verticais de abatimento e assentamento (subsidência); (ii) efeitos da expansão/retracção dos solos argilosos (iii) avalanches de neve.

Movimento de vertente activo
Tipo de estado de actividade de um movimento de vertente. O movimento de vertente apresenta actividade actual.

Movimento de vertente em alargamento
Tipo de distribuição de actividade num movimento de vertente. O plano de rotura expande-se na direcção de um ou de ambos os flancos do movimento de vertente.

Movimento de vertente em avanço
Tipo de distribuição de actividade num movimento de vertente. O plano de rotura expande-se na direcção da movimentação do material deslocado.

Movimento de vertente complexo
Tipo de estilo de actividade de um movimento de vertente. O movimento de vertente apresenta, pelo menos, duas tipologias em sequência.

Movimento de vertente compósito
Tipo de estilo de actividade de um movimento de vertente. O movimento de vertente apresenta, pelo menos, duas tipologias em simultâneo, em diferentes partes da massa deslocada.

Movimento de vertente em confinamento
Tipo de distribuição de actividade num movimento de vertente. O movimento de vertente apresenta um desenvolvimento incipiente, existindo uma cicatriz mas não um plano de rotura visível na base da massa afectada. A deslocação a montante é compensada pela compressão dos materiais envolvidos e não se prolonga muito para jusante.

Movimento de vertente em diminuição
Tipo de distribuição de actividade num movimento de vertente. O material mobilizado em cada reactivação do movimento de vertente tem progressivamente menor volume.

Movimento de vertente inactivo
Tipo de estado de actividade de um movimento de vertente. O movimento de vertente não sofreu movimentação no último ciclo estacional (ano climatológico). Um movimento de vertente inactivo pode ser: (i) dormente -pode ser reactivado em qualquer altura, já que as causas que o determinaram continuam em presença; (ii) abandonado - já não é afectado pelas causas que o originaram; (iii) estabilizado -foi alvo de medidas correctivas artificiais que desactivaram os factores de instabilidade; (iv) relíquia - verificado sob condições ambientais diferentes das actuais; e (v) reactivado - activado após um período de inactivação.

Movimento de vertente múltiplo
Tipo de estilo de actividade de um movimento de vertente. O movimento de vertente apresenta um desenvolvimento repetido, com partilha do plano de rotura.

Movimento de vertente em retrogressão
Tipo de distribuição de actividade num movimento de vertente. O plano de rotura do movimento de vertente expande-se para montante, na direcção oposta à do movimento do material deslocado.

Movimento de vertente simples
Tipo de estilo de actividade de um movimento de vertente. Movimento único do material afectado, geralmente sob a forma de um bloco pouco deformado.

Movimento de vertente sucessivo
Tipo de estilo de actividade de um movimento de vertente. O movimento de vertente apresenta um desenvolvimento repetido, sem partilha do plano de rotura.

Movimento de vertente suspenso
Tipo de estado de actividade de um movimento de vertente. O movimento de vertente não apresenta actividade actualmente mas registou movimentação no último ciclo estacional (ano climatológico).

Nascente de água gasocarbónica
Nascente de água fria que apresenta teores de dióxido de carbono (CO2) livre elevados. Nos Açores são consideradas nascentes gasocarbónicas águas com teores de CO2 livre superiores a 350 mg/L.

Nascente termal
Nascente cuja temperatura na exsurgência excede em 4ºC a temperatura média do ar.

Nuvem eruptiva
Nuvem de desenvolvimento horizontal, constituída por gases e cinzas vulcânicas, resultante da expansão lateral do topo da coluna eruptiva.

Onda sísmica
Forma de propagação da energia libertada na fonte sísmica, através de meios sólidos e líquidos. É responsável pelo movimento vibratório do solo à superfície da crosta terrestre.

Partícula α
Partícula composta por dois neutrões e dois protões, pelo que apresenta carga +2. Esta partícula é libertada aquando do decaimento de isótopos radioactivos como é, por exemplo, o caso do radão (222Rn).

Pé do movimento de vertente
Parte da massa afectada que se desloca para além do limite jusante do plano de rotura e se sobrepõe à superfície topográfica original

Pedra pomes
Piroclasto muito vesicular, de baixa densidade, normalmente de cor clara e de natureza traquítica (s.l.).

Perigo
Processo ou acção susceptível de produzir perdas e danos.

Perigosidade (ou Probabilidade do Perigo)
Probabilidade de ocorrência de um processo ou acção com potencial destruidor (ou para provocar danos) com uma determinada severidade, numa dada área e num dado período de tempo.

Período de retorno/recorrência
Intervalo de tempo estimado para a ocorrência de um perigo de uma dada magnitude num determinado local.

Piroclasto
Fragmento produzido pela fragmentação explosiva do magma.

Piroclasto de queda
Piroclasto ejectado para o ar no decorrer de uma erupção explosiva e que atinge o solo por queda livre.

Piroclasto de trajectória balística
Piroclasto ejectado para o ar segundo uma trajectória balística no decorrer de uma erupção explosiva e que atinge o solo por queda livre.

Plano de falha
Superfície planar da descontinuidade formada durante a rotura sísmica, ao longo da qual se processa o deslocamento relativo dos dois blocos separados pela falha.

Plano de rotura do movimento de vertente
Superfície de deslizamento. Superfície ao longo da qual ocorre o movimento tangencial.

Pressão dinâmica
Pressão exercida por um fluído em movimento. A pressão dinâmica é definida como o produto de metade da densidade do fluido pelo quadrado da sua velocidade, segundo a fórmula: q = ½ρ.V2.

Radão (222Rn)
Gás nobre radioactivo, incolor e inodoro que resulta da série de decaimento do urânio (238U). Este gás tem um tempo de semi-vida de 3,82 dias.

Réplica
Sismo de menor magnitude que se segue ao evento sísmico principal com origem na mesma fonte ou zona sismogénica. As réplicas ocorrem geralmente durante alguns dias ou meses, sendo comum o decréscimo da frequência e magnitude com o decorrer do tempo.

Risco
Probabilidade de ocorrência de um processo ou fenómeno perigoso e respectiva estimativa das suas consequências sobre pessoas, bens ou ambiente, expressas em danos corporais e/ou prejuízos materiais e funcionais, directos ou indirectos.
(Risco = Perigosidade x Consequência).

Rotura superficial
Rotura do terreno ao longo do traço de falha, resultante da intersecção da área de rotura do plano de falha com a superfície terrestre, decorrente de um sismo.

Severidade
Capacidade do processo ou acção para produzir danos em função da sua magnitude, intensidade, grau, velocidade ou outro parâmetro que melhor expresse o seu potencial destruidor. O conceito reporta, exclusivamente, a grandeza física do processo ou acção e não as suas consequências (estas dependem também da exposição).

​Sismo
​Um sismo representa a rotura das rochas ao longo de novos planos de fraqueza ou de planos preexistentes, designados por falhas tectónicas. Desta rotura resulta a libertação súbita da energia sob a forma de ondas elásticas que provocam a vibração do solo à sua passagem. O local onde o sismo é gerado denomina-se foco ou hipocentro e pode situar-se a profundidades variáveis (desde a superfície terrestre até algumas centenas de quilómetros). O ponto à superfície, localizado directamente acima do foco, designa-se por epicentro. Os termos tremor de terra ou terramoto são vulgarmente utilizados como sinónimos da palavra sismo.

Sismo-precursor
Sismo que antecede o sismo principal de uma série.

Sistema Hidrotermal
Sistema natural de água subterrânea que tem uma fonte de calor associada.

Sulfureto de Hidrogénio (H2S)
Gás tóxico, incolor, inflamável e com odor característico a “ovos podres” perceptível entre 0,008-0,2 ppm. Apresenta uma solubilidade na água de 4,1 g/L a 20 ºC, sendo cerca de 1,2 vezes mais pesado do que o ar atmosférico.

Surge
Fluxo de gases, rochas e cinzas vulcânicas semelhante às escoadas piroclásticas mas com menor concentração de partículas e um fluxo mais turbulento. Progride a grande velocidade ao longo do terreno podendo não ser condicionado pela topografia. Pode exibir uma vasta gama de temperaturas, desde menos de 100º C até mais de 290º C.
Os surges são gerados no decurso de erupções explosivas hidromagmáticas, por diluição de escoadas piroclásticas durante a sua progressão ou ainda a partir das nuvens de cinzas que se formam sobre as escoadas piroclásticas em movimento.

Susceptibilidade
Incidência espacial do perigo. Representa a propensão para uma área ser afectada por um determinado perigo, em tempo indeterminado, sendo avaliada através dos factores de predisposição para a ocorrência dos processos ou acções, não contemplando o seu período de retorno ou a probabilidade de ocorrência.

Taxa de extrusão
Medida do volume de material extruído por unidade de tempo, frequentemente expressa por m3/s.

Tensão de cedência
Tensão máxima a partir da qual o material rochoso deixa de responder à tensão actuante sob a forma de deformação elástica. Corresponde ao momento em que é atingido o limite de resistência do material, ocorrendo cedência por rotura frágil seguida de deslizamento friccional (deslocamento). O processo é acompanhado por queda de tensão e consequente libertação de energia (na forma de calor e de ondas sísmicas).

Traço de falha
Intersecção do plano de falha com a superfície topográfica, sendo a linha que é geralmente cartografada num mapa geológico.

Traquito (sensus lato)
Rocha ou líquido magmático caracterizado por um alto teor em sílica e alta viscosidade. Geralmente associado a erupções explosivas ou à extrusão de domos e escoadas lávicas traquíticas.

Tubo lávico
Conduta natural através da qual a lava progride sob a superfície de uma escoada lávica. Estrutura formada durante actividade vulcânica efusiva por onde a lava é canalizada e que faculta o transporte mais eficiente da lava desde o foco eruptivo até à frente da escoada

Valor (dos elementos expostos)
Valor monetário (ou estratégico) de um elemento ou conjunto de elementos em risco. Deve incluir a estimativa das perdas económicas directas e indirectas por cessação ou interrupção de funcionalidade, actividade ou laboração.

Valor limite de exposição a curto prazo (STEL)
Valor médio ponderado de exposição de uma substância no ar ambiente durante um período de 15 minutos em ambiente de trabalho.

Valor limite de exposição de concentração máxima (VLE-CM)
Valor limite de uma substância no ar ambiente, expresso por uma concentração que nunca deve ser excedida.

Valores limite de exposição (VLE)
Valor médio ponderado de uma substância no ar ambiente, no local de trabalho durante 8 horas diárias (40 horas semanais), sem efeitos prejudiciais para a saúde.

Vulcão activo
Vulcão que teve pelo menos uma erupção nos últimos 10.000 anos

Vulcão central
Edifício vulcânico poligenético de forma tipicamente cónica (embora possa apresentar formas mais complexas) resultante da acumulação dos produtos de sucessivas erupções. O topo destes vulcões é ocupado por uma cratera central ou uma caldeira.

Vulcão monogenético
Vulcão formado no decurso de uma única erupção.

Vulnerabilidade
Grau de perda de um elemento ou conjunto de elementos expostos, em resultado da ocorrência de um processo (ou acção) de determinada severidade. Expressa numa escala de 0 (sem perda) a 1 (perda total).  Refere-se aos elementos expostos.

Zona de falha
Refere-se a situações em que o plano de falha não é definido por uma superfície única, bem delimitada, correspondendo antes a uma faixa complexa onde se dispõem um conjunto de planos, de atitude aproximada, sobre os quais é distribuída a movimentação induzida pela tensão actuante.

Zona fissural
Zona onde o vulcanismo ocorre ao longo de fissuras eruptivas.

Zona sismogénica
Área da superfície terrestre caracterizada por elevada sismicidade, potencialmente propícia à ocorrência de novos eventos sísmicos.