Iniciar sessão

Navegar para Cima
Instituto de Investigação
em Vulcanologia e Avaliação de Riscos
Última hora:
  • Sismo de magnitude 1,5 sentido com intensidade III na ilha de S. MiguelSismo de magnitude 2,0 sentido com intensidade IV na ilha de S. MiguelAtividade sísmica no arquipélago dos Açores encontra-se, em geral, dentro dos níveis normais de referência



 

 Faq

 
 

 utilitários

 

FAQ

O que é um sismo?
Um sismo representa a rotura das rochas ao longo de novos planos de fraqueza ou de planos preexistentes, designados por falhas tectónicas. Desta rotura resulta a libertação súbita da energia sob a forma de ondas elásticas que provocam a vibração do solo à sua passagem. O local onde o sismo é gerado denomina-se foco ou hipocentro e pode situar-se a profundidades variáveis (desde a superfície terrestre até algumas centenas de quilómetros). O ponto à superfície, localizado directamente acima do foco, designa-se por epicentro. Os termos tremor de terra ou terramoto são vulgarmente utilizados como sinónimos da palavra sismo.

O que é a intensidade de um sismo?
A intensidade de um sismo é a classificação da severidade do movimento do solo provocado por um sismo numa determinada área com base nos efeitos observados em pessoas, objectos, estruturas e natureza. É, portanto, um parâmetro algo subjectivo, pois depende da precisão do observador. A intensidade sísmica depende de um conjunto de factores, tais como a energia sísmica libertada, a distância ao epicentro e a geologia local. As escalas de intensidade mais utilizadas são a Escala de Mercalli Modificada (EMM) e a Escala Macrossísmica Europeia (EMS-98), nas quais cada grau corresponde a um determinado conjunto de efeitos típicos.

O que é a magnitude de um sismo?
A magnitude mede a quantidade de energia libertada de um sismo com base na análise do respectivo registo sísmico. As escalas de magnitude podem basear-se nas amplitudes dos diferentes tipos de ondas sísmicas (ML), na duração do sinal (Md) ou no momento sísmico (MW). Por esta razão, é frequente verificar que diferentes instituições determinam diferentes magnitudes para um mesmo sismo, dependendo do tipo de escala que utilizam. A escala de magnitude mais conhecida é a Escala de Richter.

O que são sismos premonitórios? O que são réplicas?
Os sismos premonitórios são sismos que geralmente precedem um sismo maior que é considerado o principal de uma série. Podem ocorrer desde vários segundos a vários anos antes do principal, mas desenvolvem-se sempre na mesma zona sismogénica. As réplicas correspondem aos sismos que se seguem ao sismo principal e que se originam na mesma zona sismogénica, decrescendo em frequência e magnitude com o tempo. Após um sismo de grande magnitude as respectivas réplicas podem gerar-se ao longo de vários anos.

Onde é que ocorrem os sismos?
Os sismos podem ocorrer em qualquer local. Contudo, a maioria regista-se nas fronteiras das placas litosféricas. Estas fronteiras podem ser de três tipos: divergentes ou construtivas, onde há um afastamento das placas e formação de nova crosta; convergentes ou destrutivas, onde as placas colidem; e transformantes ou conservativas, onde não há acreção nem destruição, ou seja, as placas apenas deslizam paralelamente uma em relação à outra. Os sismos também podem ocorrer no interior das placas litosféricas.

O que são zonas sismogénicas?
Zonas sismogénicas são zonas onde se verifica a ocorrência de actividade sísmica frequente. A nível mundial as principais zonas sismogénicas correspondem às fronteiras das placas tectónicas.

O que é a tectónica de placas?
A Tectónica de Placas é uma teoria da Geologia desenvolvida para explicar o fenómeno da deriva continental. Esta teoria admite que a parte mais externa da Terra, a litosfera, é constituída por várias placas tectónicas rígidas. Estas assentam sobre a astenosfera que é composta por um material mais viscoso e quente, sobre o qual as placas tectónicas se movimentam, umas relativamente às outras, a velocidades diferentes. A interacção destas placas está na origem de diferentes fenómenos geológicos, tais como a sismicidade, o vulcanismo e a formação de cadeias montanhosas, entre outros. 

(imagem por cortesia do U.S. Geological Survey)

 
 

Como é que se regista um sismo?
Os sismos são detectados no campo através dos sismómetros (sensores) e transmitidos para um centro de aquisição de dados. Aí, esse sinal é convertido e registado. Através deste registo pode-se proceder à análise do evento.

Qual é a diferença entre sismómetro, sismógrafo e sismograma?
O sismómetro corresponde ao sensor que detecta as vibrações sísmicas. O sismógrafo é o aparelho que regista com precisão e nitidez as ondas sísmicas; o gráfico ou registo designa-se por sismograma e é utilizado para calcular a localização do sismo e outros parâmetros.

Que fazer em caso de sismo?
ANTES
 
Informe-se sobre as causas e efeitos possíveis de um sismo na sua zona. Fale sobre o assunto de uma forma tranquila e serena com os seus familiares e amigos.
 
Elabore um plano de emergência para a sua família. Certifique-se que todos sabem o que fazer no caso de ocorrer um sismo. Combine previamente um local de reunião, para o caso dos membros da família se separarem durante o sismo.
 
Organize o seu kit de emergência. Reúna uma lanterna, um rádio portátil e pilhas de reserva para ambos, bem como um extintor e um estojo de primeiros socorros.
 
Armazene ainda água em recipientes de plástico e alimentos enlatados para dois ou três dias (Verifique com periodicidade os prazos de validade).
 
Identifique os locais mais seguros, distribuindo os seus familiares por eles: vão de portas interiores, cantos de paredes mestras, debaixo de mesas e camas sólidas. Mantenha uma distância de segurança em relação a objectos que possam cair ou estilhaçar.
 
Conheça os locais mais perigosos, como junto a janelas, espelhos, candeeiros, móveis e outros objectos que possam tombar. Não utilize elevadores e afaste-se de saídas para a rua.
 
Fixe as estantes, os vasos e floreiras às paredes da sua casa. Coloque os objectos pesados, ou de grande volume, no chão ou nas estantes mais baixas. Ensine todos os familiares como desligar a electricidade e cortar a água e o gás. Tenha à mão, em local acessível, os números de telefone de serviços de emergência.
 
 
DURANTE
 
a) Dentro de casa
 
Abrigue-se no vão de uma porta interior, nos cantos das salas ou debaixo de uma mesa ou cama.
 
Mantenha-se afastado de janelas e espelhos. Tenha cuidado com a queda de candeeiros, móveis ou outros objectos.
 
b) Se estiver na rua
 
Dirija-se para um local aberto, com calma e serenidade, longe do mar ou cursos de água.
 
Não corra nem ande a vaguear pela ruas.
 
Mantenha-se afastado dos edifícios (sobretudo os mais degradados, altos ou isolados) dos postes de electricidade e outros objectos que lhe possam cair em cima.
 
Afaste-se de taludes, muros, chaminés e varandas que possam desabar.
 
c) Se está a conduzir
 
Pare a viatura longe de edifícios, muros, taludes, postes e cabos de alta tensão e permaneça dentro dela.
 
 
DEPOIS
 
Mantenha a calma e conte com a ocorrência de possíveis réplicas.
 
Não se precipite para as escadas ou saídas. Nunca utilize elevadores.
 
Não fume, nem acenda fósforos ou isqueiros. Podem ocorrer fugas de gás.
 
Corte a água e o gás e desligue a electricidade.
 
Utilize lanternas a pilhas.
 
Ligue o rádio e cumpra as recomendações que forem difundidas.
 
Limpe urgentemente os produtos inflamáveis que tenham sido derramados (ex: alcool ou tintas).
 
Evite passar por locais onde existam fios eléctricos soltos.
 
Não utilize o telefone, excepto em caso de extrema urgência (feridos graves, fugas de gás ou incêndios).
 
Não circule pelas ruas para observar o que aconteceu. Liberte-as para as viaturas de socorro.

1
2