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Açores ► Fenómenos Naturais

Imagem: Foto Jovial
Vulcão dos Capelinhos
27-09-2007 15:00
Ponta Delgada
Vulcão dos Capelinhos

Foi há 50 anos que teve início a erupção vulcânica dos Capelinhos, junto à costa noroeste da ilha do Faial. O evento, caracterizado por diferentes fases eruptivas e acompanhado por uma importante sismicidade, durou cerca de um ano e marcou definitivamente a Região, em particular a ilha do Faial, sob o ponto de vista económico, social e cultural.

 

A Ciência conheceu desde então novos rumos e investigadores de reputação ímpar como o professor Frederico Machado muito contribuíram para o efeito, ficando para sempre ligados ao nascimento de uma nova disciplina na área das Ciências da Terra. O estudo da Vulcanologia Submarina ganhou a partir de tal data uma nova dinâmica que viria, aliás, a conhecer novos desenvolvimentos seis anos mais tarde, em 1963, com a ocorrência de uma outra erupção vulcânica similar, também no Atlântico, um pouco mais para norte, ao largo da Islândia.

 

Curiosamente, foi igualmente nos Açores, mas agora em 1998, que um novo fenómeno vulcânico submarino chamou a atenção da comunidade científica. Tratou-se da designada erupção da Crista Submarina da Serreta que, pelas suas características e localização, a cerca de 10 km a oes-noroeste da ilha Terceira, não teve qualquer impacte significativo ao nível da população, mas permitiu recolher dados inéditos que estiveram na base de um novo modelo genético eruptivo concebido por investigadores do Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos da Universidade dos Açores. Apresentado e publicado como referência mundial numa das mais prestigiadas revistas científicas internacionais de origem americana, este acontecimento veio recolocar novamente os Açores no centro da pesquisa relacionada com as ciências vulcanológicas.

 

Capelinhos e Serreta foram dois episódios distintos que ocorreram em dois lugares diferentes, em tempos distantes e com repercussões diversas. De comum, o facto de ambos terem sido fenómenos naturais que ocorreram aqui, nos Açores.

 

As comemorações que agora se iniciam a propósito dos 50 anos da erupção dos Capelinhos vêm recordar que vivemos numa região activa sob o ponto de vista vulcânico e que eventos futuros nos poderão vir a  afectar. Infelizmente, na maioria das vezes as efemérides pouco mais são do que isso mesmo, para tristeza daqueles a quem os assuntos em questão tocam, de facto, profundamente. O Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos da Universidade dos Açores procurará contribuir para que desta vez seja, pelo menos, um pouquinho diferente.

 

Gabriela Queiroz
Directora



Fontes


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