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em Vulcanologia e Avaliação de Riscos
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Referência Bibliográfica


GASPAR, J.L., QUEIROZ, G. (1998) - Proposta de um Código de Alerta Científico para a caracterização da actividade vulcânica no arquipélago dos Açores. "1ª Assembleia Luso-Espanhola de Geodesia e Geofísica, Simpósio - 1: Assessment and reduction of natural risks". Espanha, Almeria, Fevereiro (Poster).

Resumo


Desde meados do século XV até à data ocorreram cerca de 25 erupções vulcânicas na região dos Açores, incluindo episódios em terra e no mar. O primeiro fenómeno registado coincidiu com o povoamento da ilha de S.Miguel, algures entre 1439-1443, e situou-se no interior da caldeira do Vulcão das Furnas. O evento mais recente teve lugar na extremidade NW da ilha do Faial e esteve na origem do Vulcão dos Capelinhos em 1957/58.
 
O enquadramento geoestrutural do arquipélago dos Açores é, ainda, alvo de significativa controvérsia. Não obstante, as condições geológicas vigentes mostram claramente a possibilidade de se desenvolverem diferentes tipos de actividade vulcânica, em especial ao longo do eixo de direcção geral WNW-ESE que se estende entre a Crista Médio-Atlântica e a ilha de S.Miguel. Ao nível dos vulcões centrais com caldeira, como os existentes nas ilhas de S. Miguel, Terceira, Faial e Graciosa, ocorrem predominantemente eventos subplinianos, plinianos e ultraplinianos, verificando-se em diversos casos que o sistema hidrológico é propício à ocorrência de fenómenos hidromagmáticos. Erupções ou fases eruptivas de carácter essencialmente efusivo, em particular relacionadas com a instalação e o crescimento de domos, têm marcado igualmente a história recente de tais edifícios vulcânicos. O vulcão central da ilha do Pico e os diversos campos de cones de escórias observados nas ilhas de S.Miguel e do grupo central identificam os locais mais favoráveis ao desenvolvimento de erupções havaianas e estrombolianas. Por último, a extensa área submersa definida pelo designado Rift da Terceira (s.l.) constitui uma zona de excelência para a génese de fenómenos surtseanos.
 
O risco vulcânico existente no arquipélago dos Açores justifica a necessidade de se conhecer permanentemente o estado de cada um dos sistemas vulcânicos activos. Neste contexto, e tomando como elementos de análise os dados recolhidos no âmbito de programas de monitorização sismovulcânica, torna-se possível caracterizar tal estado a partir da atribuição de diferentes níveis de alerta científico. No geral, o código estabelecido para o efeito segue as orientações adoptadas para outras regiões análogas e poderá servir de base informativa (1) para a implementação de redes de observação temporárias e (2) para a tomada de decisões no âmbito da protecção civil. Importa, no entanto, sublinhar que a passagem de um nível para outro não é, normalmente, gradual, podendo registar-se em alguns anos, meses ou apenas em escassas horas.

Observações


Anexos