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em Vulcanologia e Avaliação de Riscos
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Referência Bibliográfica


GASPAR, J.L. (1998) - Caracterização dos perigos e mitigação dos riscos associados a fenómenos vulcânicos na região dos Açores. 1ª Jornadas de Protecção Civil. Santa Maria, Vila do Porto, Fevereiro (Comunicação Oral).

Resumo


Por risco vulcânico (volcanic risk) entende-se a estimativa do impacte de um fenómeno vulcânico em termos de saúde pública (mortes, ferimentos ou doenças) e no que respeita aos aspectos sociais, económicos e culturais. Neste contexto, adopta-se a designação de perigo vulcânico (volcanic hazard) para referenciar a probabilidade de um qualquer tipo de evento ou estilo eruptivo potencialmente destruidor afectar uma determinada área num certo período de tempo. Deste modo,
 
Risco = (Perigo x Vulnerabilidade x Valor) / Capacidade de resposta
 
onde a vulnerabilidade representa o que é passível de se perder em consequência de um determinado tipo de fenómeno e o valor quantifica tais perdas. A capacidade de resposta prende-se com todo o conjunto de medidas que podem diminuir a vulnerabilidade.
 
Viver numa região vulcânica activa tem, naturalmente, os seus riscos, pelo que se torna imprescindível que a comunidade esteja preparada para encarar qualquer tipo de situação de emergência daí decorrente. Esta é, aliás, uma visão que se estende às catástrofes naturais, em geral. Cabe, pois, a todos os intervenientes no plano da Protecção Civil adoptar estratégias que visem minorar o impacte de tais fenómenos na sociedade.
 
No domínio da predição vulcânica os cientistas desenvolvem dois métodos de aproximação ao problema. Um, de carácter geral, baseia-se na definição da história eruptiva dos vulcões e tem por objectivo caracterizar os diferentes tipos de perigos a partir da determinação dos estilos de actividade passíveis de ocorrerem, sua frequência e magnitude; tal informação revela-se de significativa importância para o (re)ordenamento territorial e a elaboração de planos de emergência. Outro, de âmbito mais específico, prende-se com a instalação, o desenvolvimento e a gestão de redes de monitorização que permitam conhecer a linha de base correspondente ao estado normal do sistema vulcânico e, assim, detectar eventuais anomalias precursoras; na prática, trata-se de reconhecer indicadores que sugiram a necessidade de se accionarem os mecanismos de emergência da Protecção Civil.
 
A região dos Açores tem sido palco de uma grande diversidade de manifestações vulcânicas, representadas por diferentes estilos de actividade. Escoadas lávicas, piroclastos de trajectória balística, cinzas e lapilli de queda, escoadas piroclásticas, surges e gases são os perigos vulcânicos que constituem ameaça. Como fenómenos associados há que considerar a possibilidade de ocorrerem sismos e tremor vulcânico, movimentos de massa e tsunamis. A minimização do risco associado a tais perigos passa, naturalmente, pela dinamização de campanhas de prevenção adequadas, pela adopção de medidas de protecção eficazes e pela implementação de sistemas de vigilância, alerta e aviso.​

Observações


Anexos