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Referência Bibliográfica


CRUZ, J.V., AMARAL, C. (2004) - Estudo hidrogeológico da ilha Graciosa (Açores - Portugal). Anais (em CD ROM) do 7º Congresso da Água “Água – Qualidade de toda a vida”, Lisboa, 15 p.

Resumo


A Graciosa é a ilha mais setentrional do grupo central dos Açores, localizada entre 39º00’N e 39º06’N de latitude e 27º56’W e 28º05’W de longitude. Apresenta 61,2 km2 de área e possui cerca de 4830 habitantes, cujo abastecimento em água depende totalmente de origens subterrâneas. Os recursos hídricos subterrâneos estimados são iguais a 15x106 m3 ano-1, e a taxa de recarga de aquíferos varia entre 8,5% e 36,2%.
 
As 22 nascentes identificadas, das quais 14 estão captadas, são em geral dotadas de um caudal fraco. A produtividade média mais elevada corresponde às emergências da área da Serra Dormida (0,80 L s-1). Dos 16 furos executados apenas 7 estão actualmente em exploração, variando os caudais específicos entre 1,36 e 266,67 L s-1 m-1. A transmissividade varia entre 1,66x10-3 e 3,25x10-1 m2 s-1.
 
A fácies química predominante corresponde a águas do tipo cloretada sódica, e a composição relativa pode ser expressa, por ordem decrescente, sobre a forma Cl->HCO3->SO42- para os aniões e Na+>Ca2+> Mg2+>K+ para os catiões. São fluidos alcalinos, em que a diferença de mineralização entre as águas das nascentes e furos é expressa pelos valores de condutividade eléctrica, que variam respectivamente entre 195 a 318 µS cm-1 e entre 1180 a 1768 µS cm-1.
 
Os processos de mineralização mais significativos são a entrada em solução de sais de origem marinha e a hidrólise dos minerais silicatados nas rochas. A influência marinha é determinante no que concerne à qualidade da água para uso humano, ocorrendo predominantemente nos furos problemas derivados da salinização da água.

Observações


Anexos