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em Vulcanologia e Avaliação de Riscos
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Referência Bibliográfica


VIVEIROS, F., FERREIRA, T., SILVA, C., GASPAR, J.L., CABRAL VIEIRA, J. (2009) - Variações de fluxo de CO2 no Vulcão das Furnas (Ilha de S. Miguel, Açores). Da monitorização sismovulcânica à avaliação do risco para a saúde pública. Encontro Internacional de Termalismo e Turismo Rural. III Fórum Ibérico de Águas Engarrafadas e Termalismo, Furnas, S. Miguel, 2 a 6 de Novembro (Comunicação Oral).


Resumo


Actualmente as manifestações vulcânicas do Vulcão das Furnas são marcadas pela presença de quatro campos fumarólicos principais, diversas nascentes de água termal e gasocarbónica, e ainda de importantes áreas de anomalias térmicas e de desgaseificação difusa de CO2 e de 222Rn. A desgaseificação difusa de CO2 tem sido alvo de monitorização em contínuo desde Outubro de 2001, altura em que o Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos (CVARG) instalou no jardim do centro termal da freguesia das Furnas uma estação permanente de medição de fluxo de CO2 (designada GFUR1). Esta estação efectua medições pelo método da câmara de acumulação e, uma vez que o fluxo de CO2 pode ser influenciado por factores ambientais, a estação tem acoplados diversos sensores meteorológicos. Uma segunda estação de monitorização foi instalada em Outubro de 2004 junto ao campo fumarólico da Lagoa das Furnas (GFUR2). Os valores de fluxo de CO2 obtidos em ambas as estações evidenciaram variações de curto e longo período que estão relacionadas, quer com alterações bruscas das condições meteorológicas, quer com variações sazonais. No sentido de filtrar as influências dos factores externos e discriminar as variações do fluxo de CO2 que estejam relacionadas com alterações no sistema em profundidade, foram aplicadas metodologias estatísticas às séries temporais obtidas, nomeadamente análise de regressão multivariada. A aplicação destas metodologias permitiu observar que 50.5% e 41.9% das variações do fluxo de gás, respectivamente em GFUR1 e GFUR2, são causadas pelas variáveis ambientais monitorizadas, destacando-se a influência da pressão atmosférica, humidade no solo, pluviosidade, temperatura do solo e do ar e da velocidade do vento. A compreensão das variações do fluxo de gás em resposta a variações ambientais é fundamental, não apenas para a monitorização sismo-vulcânica, mas também para a avaliação de risco em termos de saúde pública, uma vez que o fluxo de gás pode aumentar em ambientes interiores devido apenas a condições meteorológicas adversas. Um ensaio de monitorização realizado no interior de uma casa na freguesia das Furnas permitiu medir concentrações de CO2 da ordem dos 21%, causadas por diminuições da pressão atmosférica e por um período de intensa pluviosidade. Este tipo de estudo destaca a importância de considerar os mapas de desgaseificação difusa na selecção das áreas de construção em todas as áreas de desgaseificação, seja o gás de origem vulcânica ou proveniente de outra fonte.

Observações


Anexos