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em Vulcanologia e Avaliação de Riscos
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Referência Bibliográfica


GASPAR, J.L., FERREIRA, T., QUEIROZ, G. (2002) – Especificidades do planeamento de emergência para o caso de erupções vulcânicas. Reflexões sobre Protecção Civil na RAA. Ponta Delgada, Março (Comunicação Oral).

Resumo


Fruto das especificidades do seu enquadramento Atlântico, o arquipélago dos Açores está sujeito a diferentes tipos de perigos naturais. Os primeiros relatos históricos de tal actividade remontam ao século XV e relacionam-se com o desenvolvimento de uma erupção vulcânica no Vale das Furnas por altura do povoamento da ilha de S.Miguel, algures entre 1439 e 1443. Desde então, verificaram-se na região cerca de 25 erupções vulcânicas, importantes terramotos e diversas crises sísmicas, de que resultaram vários milhares de mortos e avultados danos materiais. Emanações gasosas e movimentos de massa são outros dos fenómenos geológicos que têm estado na origem de algumas vítimas e elevados prejuízos.
 
Na medida em que a distância que nos separa de uma nova catástrofe diminui cada dia que passa, é indispensável que todas as entidades com responsabilidades no âmbito da minimização do risco se consciencializem rapidamente da sua missão. No caso vertente, a minimização do risco exige (1) identificar os perigos que podem afectar cada freguesia, concelho ou ilha, (2) determinar a frequência de cada tipo de fenómeno e (3) conhecer a respectiva magnitude. Num segundo tempo é necessário avaliar a vulnerabilidade de cada área relativamente aos perigos a que se encontra sujeita e saber quais os meios humanos e técnicos específicos disponíveis para aí intervir antes, durante e depois de uma eventual catástrofe. São estas variáveis integradas que devem presidir à concepção dos planos de ordenamento do território e dos planos de emergência, assim como determinar a orientação das estratégias de monitorização e a implementação dos sistemas de alerta e de alarme. Sem tais bases não é possível garantir os mínimos necessários em termos de capacidade de resposta a uma situação de crise.
 
Nos últimos anos, importantes acontecimentos, como o dos movimentos de massa de 31 de Outubro de 1997 ou o do terramoto de 9 de Julho de 1998, permitiram identificar algumas das fragilidades do sistema no que se refere a intervenções de emergência nos Açores. Neste contexto, redefiniram-
-se estratégias e aperfeiçoaram-se os mecanismos de resposta para a eventualidade de se registarem novas ocorrências do mesmo tipo. Mas será que o modo de actuar caso se verifique uma erupção vulcânica é o mesmo? Que conjunto de informações podem os cientistas fornecer aos agentes de protecção civil para os ajudar a conceber planos de emergência específicos? A resposta a tais questões constitui o tema central da presente palestra e o debate será efectuado em torno de cenários que se podem colocar na ilha de S.Miguel, em geral, e no concelho de Ponta Delgada, em particular.

Observações


Anexos