O principal objetivo do trabalho foi o de verificar a capacidade de deteção de erupções vulcânicas, com base em observações de infrassons de longa distância da estação IS42 do Sistema Internacional de Monitorização (IMS) da Comissão Preparatória da Organização do Tratado sobre a Proibição Total de Ensaios Nucleares (CTBTO), instalada na ilha Graciosa, nos Açores.
Com base numa colaboração com a Universidade de Florença, no âmbito do projeto ARISE 2 (EU – Programa H2020), compararam-se os dados recolhidos perto da fonte por uma estação de infrassons local, durante a atividade eruptiva de maio de 2016 do vulcão Etna, na ilha Sicília, Itália, com as deteções obtidas pela aplicação do método de Correlação Progressiva Multi-Canal (PMCC) aos registos dos oito elementos da estação IS42 para o mesmo período, com a verificação das velocidades aparentes de propagação, frequências e azimutes inversos.
O trabalho permitiu associar as deteções obtidas nos registos da estação IS42, a diversas fases explosivas e de fontes de lava da atividade eruptiva registada no vulcão Etna, no período entre 16 e 26 de maio de 2016. O mesmo tipo de estudo está em progresso para a erupção de maio de 2011 do vulcão Grímsvötn, na Islândia, tendo em consideração que também foram registadas deteções naquele período e para aquele azimute.