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Evolução do fenda na plataforma Larsen-C a partir de 1 de maio de 2017 (Imagem: Projeto MIDAS)
04-05-2017 12:05
Antártica
Segunda fenda desenvolve-se na plataforma de gelo Larsen-C na Antártica

Desde fevereiro deste ano que a fenda na plataforma de gelo Larsen-C na Península Antártica, se tem mantido estável, no entanto, já foi detetado um novo ramo associado a esta, que se estende cerca de 10 km da fenda principal.

O projeto de investigação MIDAS, liderado por uma equipa da Universidade de Swansea, no País de Gales, Reino Unido, que estuda os efeitos do degelo associado à plataforma Larsen-C, e que tem permitido realizar a monitorização da fenda ao longo dos anos, observou um crescimento repentino, de cerca de 20 km, desde dezembro de 2016. Em janeiro de 2017, e em apenas duas semanas, a fenda propagou-se em mais de 10 km.

As plataformas de gelo correspondem a porções da Antártica em que a camada de gelo está sobre o oceano e não sobre o solo. Quando o icebergue se desagregar definitivamente da plataforma, será um dos maiores já registados. As últimas observações sugerem que este fenómeno poderá acontecer a qualquer momento. Até então, não é possível prever quando irá ocorrer. Segundo especialistas da Agência Espacial Europeia (ESA), se uma massa de gelo como estas se separar, o movimento dos glaciares nas imediações poderá acelerar-se, levando à subida do nível do mar, cerca de dez centímetros.

Sendo inverno na Antártica, as observações visuais diretas são difíceis de obter, pelo que os investigadores do projeto em causa utilizam um instrumento de interferometria de radar de abertura sintética (inSAR), a bordo dos satélites Sentinel-1 da ESA para descobrir e monitorizar eventos como estes.

Embora o comprimento da fenda principal não se tenha alterado nos últimos meses, esta tem alargado de forma constante, por vezes até um metro por dia. De acordo com as medições da velocidade do fluxo de gelo, constata-se que este alargamento tem aumentado consideravelmente desde que o novo ramo se começou a desenvolver, sugerindo que a plataforma está cada vez mais instável.

O aumento da temperatura do ar e da água na região é em grande parte responsável pelas mudanças que se tem vindo a registar na região. A fenda principal mede agora, aproximadamente, 450 metros de largura. Não sendo estabelecido nenhum intervalo de tempo para o fenómeno de desagregação do icebergue, como explicado anteriormente, este será um dos maiores eventos registados. 



Fontes


GIZMODO
ESA

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Anexos



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