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Mundo ► Fenómenos Naturais

(Elliot Lim & Jesse Varner, CIRES & NOAA/NGDC)
19-06-2013 05:00
SW Ibérico
Estudos sugerem a formação de uma nova zona de subducção na margem SW Ibérica

​Um grupo de cientistas portugueses, australianos e franceses publicaram na revista Geology novos resultados científicos que sugerem que a margem passiva SW Ibérica, no Oceano Atlântico, se está a tornar activa com a formação de uma nova zona de subducção. As zonas de subducção correspondem a fronteiras de placas convergentes, isto é, em que há colisão entre as duas placas litosféricas. Quando a colisão envolve litosfera oceânica e litosfera continental, a primeira, por ser mais densa e fria, mergulha no manto sob a segunda.

 

O estudo foi liderado pelo geólogo português João Duarte, recentemente doutorado pela Universidade de Lisboa, e actualmente a trabalhar como investigador na Universidade de Monash, Melbourne (Austrália).

 

Em comunicado, João Duarte indica que a cartografia do fundo oceânico na margem SW Ibérica permitiu detectar os primórdios de formação de uma margem activa - que é como uma zona de subducção embrionária" e salienta que a sismicidade histórica e instrumental significativa da região, tal como o sismo de 1755, já indicava movimentos tectónicos convergentes. A existência desta zona de subducção incipiente ao largo de Portugal poderá indiciar uma nova fase do Ciclo de Wilson - os movimentos das placas tectónicas potenciam a fracturação dos supercontinentes (como a Pangea) e conduzem à formação dos oceanos; após um período de estabilidade, formam novas zonas de subducção, "fechando" os oceanos. Este tipo de fenómeno terá ocorrido pelo menos três vezes ao longo de mais de 4 mil milhões de anos. A geografia dos actuais continentes irá evoluir, ao longo dos próximos 220 milhões de anos, com a Península Ibérica a ser empurrada em direcção aos Estados Unidos.

 

Os resultados permitem uma oportunidade única de observar a formação de uma nova zona de subducção, processo que deverá demorar cerca de 20 milhões de anos.



Fontes


Science Daily
Público

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