Decorreu em Nisyros, na Grécia, mais uma Escola Internacional de Verão, este ano dinamizada na área da vulcanologia. Organizado pela Associação Italiana de Vulcanologia, em colaboração com a Universidade de Atenas e o Instituto de Geologia e Exploração Mineral da Grécia, o curso teve como objectivo principal a compreensão dos processos magmáticos pré-eruptivos com base em diferentes mecanismos associados a intrusões magmáticas e erupções vulcânicas, no caso do Arco Activo do Egeu Sul.
Entre as diferentes temáticas abordadas destacaram-se os estudos relacionados com os processos magmáticos que presidem à actividade vulcânica efusiva e explosiva, a cartografia e os sistemas de informação geográfica e a avaliação do perigo e risco vulcânicos, apoiados com a realização de várias saídas de campo nas ilhas de Nisyros, Yali e Kos.
No âmbito das actividades desenvolvidas foram igualmente discutidas as particularidades do vulcanismo nalgumas das principais regiões activas do globo, incluindo ao Açores.
Catarina Silva e Rita Carmo, investigadoras do Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos da Universidade dos Açores, foram as oradoras no que respeitou à abordagem das questões relacionadas com o vulcanismo açoriano. Neste contexto, foram discutidos os avanços científicos que têm sido alcançados na Região no que respeita à cartografia de falhas tectónicas e à sua relação espacial com a libertação de gases vulcânicos.
A ilha de S. Miguel e o Vulcão Furnas constituem-se como um laboratório natural de interesse mundial para o desenvolvimento de tais trabalhos, face à importante actividade sísmica que revelam e aos diversos campos fumarólicos e de desgaseificação através dos solos que apresentam.